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Boa noite, senhores Embaixadores,

Após a abertura e o dia comemorativo dos 10 anos do evento, entraremos na fase das simulações em si.
Amanhã, às 9 horas da manhã teremos a revisão de regras, quando os senhores deverão entregar os DPO’s e receberão as placas correspondetes às suas representações.

Espero que todos tenham lido o guia e estejam prontos para as discussões a serem feitas.

Sobre computadores, não é proibido o uso de computadores portáteis durante a Conferência. Todavia considero dispensável a utilização tendo como base logística dois computadores com internet que serão utilizados para pesquisas e eventual redação de documentos.

Espero os senhores!

Respondendo às dúvidas mais lidas na caixa de entrada do e-mail do comitê:

1) Os DPO’s deverão ser entregues no dia da Revisão de Regras, necessariamente. Não deixe de entregar. Se o seu país não tem um DPO fica difícil para as outras delegações se basearem na política externa do país que você representa;

2) A OCI terá dois representantes do comitê de imprensa. Esses representantes não terão direito de voto e nem de voz dentro do comitê. A sua representação se dará por meio da escrita acerca dos debates. É interessante dizer sobre a importância dessa representação: a imprensa é uma das fortes manifestações da opinião pública. A dinâmica da Organização será veiculada por esses representantes ao mundo. Um importante comentário sobre essa representação é que nas regras da OCI existe uma moção para fechamento da sessão. Nessa circustância, ninguém que não seja membro efetivo do comitê poderá participar da reunião. A imprensa também não poderá veicular nenhuma notícia referente àquele momento;

3) A abertura do evento se dará na sexta, no Minascentro como comunicado pela coordenação. A novidade na comemoração dos 10 anos do evento é que estará presente na abertura o Exmo. Senhor Ministro de Relações Exteriores, o Embaixador Celso Amorim. Além disso teremos a abertura oficial do evento com discurso do Secretário-geral do MINI ONU 10 anos, Gabriel Pimenta.

Responda a dúvidas posteriores, se existirem.

“Os documentos a serem adotados (ou não) ao final de uma reunião de embaixadores devem seguir, via de regra, um determinado formato. E uma vez que eles estabelecem uma série de decisões, seu conteúdo deve ser negociado antes (ou seja, nos quatro dias anteriores de simulação) e sua aprovação votada.

Portanto, ao final dos trabalhos, o consenso acerca das decisões a serem tomadas deve ser apresentado para votação no seguinte formato:

“O Comitê Internacional de Decisões Importantes;

enfatizando seu próprio poder;

considerando as cláusulas do Tratado Internacional de 1981;

resolve que irá extinguir todas as medidas que desobedeçam o Tratado Internacional de 1981;

decide que estão revogadas todas as decisões em contrário.”

Em itálico, as clásulas preambulares, que apenas indicam as fontes de onde emana o poder das decisões contidas na resolução. Em negrito as cláusulas operativas, isto é, aquelas que contém aquilo de substancial a ser decidido e implementado pelos Estados pela resolução obrigados.”

O texto foi retirado do blog oficial do modelo e escrito pelo Secretário-Geral Gabriel Pimenta.

Post por Gabriel Pimenta, Secretário-geral do modelo:

“À medida em que o MINI-ONU se aproxima, é de bom tom que todos fiquem mais familiarizados com os termos usados durante a simulação. Um deles serve especificamente para as informações impressas elaboradas pelos delegados, os documentos de trabalho.

De caráter apenas informativo – isto é, a princípio, não é uma decisão tomada pelo comitê – o documento de trabalho tem como função divulgar um determinado fato de importância para o andamento do comitê. Não possui formato fixo, e seu conteúdo pode incluir reasserções sobre política externa, anúncio de consensos, informações técnicas, dentre outros. Para sua divulgação para todo o comitê, o documento de trabalho deve ser encaminhado à mesa para aprovação.

Como aprender na prática, via de regras, é mais fácil, segue abaixo um exemplo de documento de trabalho.

“As nações signatárias deste documento de trabalho declaram de forma enfática e peremptória que estão tomando todas as medidas cabíveis para combater o tráfico de armas, drogas e mendigos em sua fronteira comum. O estabelecimento da Força Especial de Vigilância, principal destas medidas, trouxe resultados significativos, e os países propõem a criação de forças análogas em todos as regiões vitimadas pela mesmo problemas.

Signatários: República de Hatay, Krakhozia, Nibia”

Para referência, os documentos de trabalho serão enumerados. O envio destes necessita tão somente de uma única assinatura. Não existem votações formais de documentos de trabalho. Esses são documentos informais que darão as bases para a posterior formalização de uma proposta de resolução.

Tenho recebido um número considerável de e-mails. Isso é um bom sinal! Faltam poucos dias para o início do evento e essa é a reta final de muito estudo. Quaisquer dúvidas que hajam, continuo no endereço: ociterrorismo@gmail.com.

Até o próximo post!
Christopher Mendonça
Secretário-geral da Organização da Conferência Islâmica

Postado pelo Secretário-Geral do MINI ONU 10 anos, Gabriel Pimenta no blog oficial do evento:

Segue abaixo um exemplo de DPO, da República de Hatay debatendo na Organização Mundial de Saúde sobre aquestões culturais sobre as drogas ilíticas – as palavras em negrito são comentários sobre o própósito de cada trecho.

“A República de Hatay está grandemente satisfeita com a possibilidade de participar nas discussões sobre os dilemas culturais concernentes ao uso de drogas ilícitas, uma vez que este é um assunto tremendamente sensível em nossa história, e sentimos que nossas experiências passadas podem trazer esclarecimento ao mundo. Drogas são uma ameaça que pode ferir toda a humanidade, promovendo deterioração de saúde, degradação moral e colocando em risco o desenvolvimento, e pretendemos alcançar assim um abrangente acordo que classifiquem tais substâncias como o perigo real que elas representam. (Apresentação, delineia brevemente e em termos abstratos a posição nacional)

Dentre nossos princípios de política externa, dois podem ser citados como os mais relacionados ao assunto a ser debatido. Primeiro, nós respeitamos e seguimos a idéia de uma coexistência pacífica, através dos meios de cooperação e igualdade. Logo, nossa ação será direcionada rumo um mundo no qual qualquer ser humano, não importando seu local de nascimento, esteja livre da iniqüidade e maldade das drogas. Segundo, nós respeitamos e seguimos a solidariedade entre países em desenvolvimento, os mais vulneráveis aos efeitos negativos do imperialismo e colonialismo. Este tema é estritamente relacionado ao nosso passado, no qual poderes colonialistas fizeram uso de um antigo hábito – o consumo de haxixe, o qual foi abandonado após todo o sofrimento causado – para promover a opressão e exploração econômica contra nosso povo. (Citação dos princípios da política externa do país relacionados ao tema, define qual será a orientação principal do país durante as discussões)

Portanto, a República de Hatay irá pleitear neste encontro uma extensão de suas bem sucedidas políticas relacionadas às drogas ilícitas. Desde 1934 um massivo esforço tem sido feito para erradicar o cultivo de haxixe no país, e seus resultados são dignos de nota. Além do mais, uma severa, porém justa legislação cobre os crimes relacionados às drogas, dentre eles o tráfico e produção de drogas ilícitas. Em 1990 o governo criou a Comissão Nacional de Controle de Narcóticos, que, composta por membros de diversas secretarias e ministérios, centraliza o trabalho de controle das drogas. Sua agência operacional é o Bureau de Controle de Drogas, presente nas sete províncias do país, e em quase todas as municipalidades. (Como este é um tema que não se restringe ao âmbito internacional, é necessário incluir este trecho que versa sobre quais as políticas internas voltadas ao assunto)

No âmbito internacional, o país é um ativo apoiador de todas as medidas tomadas para o combate às drogas. Em 1978 ratificamos a Convenção sobre Narcóticos de 1961, e no mesmo ano fizemos o mesmo com a Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas de 1971; Em 1989 nós ratificamos a Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Narcóticos e Substâncias Psicotrópicas. Desde o estabelecimento do Dia Internacional contra o Uso de Drogas e Tráfico Ilícito, a República de Hatay tem se mostrado uma grande apoiadora da iniciativa. No âmbito regional, desde 2002 o país possui um programa conjunto com a ASEAN para o intercâmbio de experiências no combate às drogas. (Exposição das ações tomadas na esfera internacional relativas ao tema, necessária para ‘mostrar serviço’, por assim dizer)

Quaisquer dúvidas: ociterrorismo@gmail.com

Olá Senhores delegados,

A nossa reunião já está muito próxima. Tenho recebido alguns e-mails e tentado direcionar o estudo de alguns delegados.
Por favor, esse é o tempo de maior comunicação entre a diretoria e os delegados. Qualquer dúvidas, sugestões, enviem para o e-mail do comitê. Sobre o Documento de Posição Oficial (DPO), que os senhores deverão entregar no primeiro dia de reunião, comento a seguir, através de post do blog oficial do modelo, por Gabriel Pimenta.

“Antes de tudo, destrinchemos o nome. Um Documento de Posição Oficial é algo impresso, emitido pelo estado representado, e que contém as diretrizes adotadas pelo país quanto ao tema abordado. Logo, se a República de Hatay vai à UNESCO discutir sobre bens culturais intangíveis, o DPO entregue pelo delegado responsável trará as medidas que o país adota, nacional e internacionalmente, sobre os bens culturais intangíveis.

Logo, um DPO não revisa toda a política externa do país através da história, à não ser que essa passagem seja essencial para o tema em questão. E de forma alguma um DPO pode se transformar em guia turístico – infelizemente essa prática é recorrente, e os diretores são obrigados a lerem páginas e mais páginas sobre a geografia de um determinado país, sendo que o tema do comitê não tem absolutamente nada a ver.

Outras dicas importantes:

-Um DPO não pode ultrapassar uma página, logo, usem o poder de concisão.

-Identifiquem bem tanto qual é o país representado, como o nome do delegado e do colégio.

-Se possível, utilizem o brasão do Ministério das Relações Exteriores do país no alto do documento.”

Qualquer dúvida que ainda reste sobre DPO, enviem para o e-mail do comitê: ociterrorismo@gmail.com

Christopher Mendonça
Secretário-Geral da OCI

“Caros delegados,

No intuito de aportar o máximo de verossimilhança à nossa simulação e criar uma atmosfera verdadeiramente islâmica, é importante que vocês atentem para os costumes e usos de seus países até mesmo na escolha das vestimentas.

É frequente que os delegados aleguem que é difícil e caro conseguir trajes típicos. Justamente no intuito de desconstruir esta falácia e orientá-los neste procedimento, elaboramos este post. Primeiramente, é bom lebrar que boa parte das peças tradicionais dos países islâmicos podem ser facilmente improvisadas a partir de panos quadrados ou retangulares baratos e de fácil acesso. Àqueles que quiserem ir mais a fundo e buscar vestes originais, naturalmente, encorajamos que o façam. Também na tentativa de desconstruir a noção de que apenas as mulheres devem preocupar-se com trajes islâmicos, neste primeiro post trataremos da Káfia – uma das vestimentas mais famosas do mundo árabe.

A Káfia é uma vestimenta árabe tradicional, tipicamente utilizada por homens (também denominada Yashmag, Ghutrah, Hattah, Mashadah ou Shemag, dependendo da região). Trata-se, essencialmente, de um pano quadrado. Há duas maneiras principais de utilizá-lo: Pode ser amarrado em torno do rosto (http://w3jhc.files.wordpress.com/2007/12/keffiyeh.jpg) ou dobrado ao meio de maneira a formar um triângulo e utilizado sobre a cabeça, amarrado por uma faixa denominada Egal (http://images.absoluteastronomy.com/images/encyclopediaimages/a/ag/agal.jpg). A primeira utilização é mais frequente em regiões desérticas, para proteger-se não apenas do sol mas também das tempestades de areia – também muito associada aos grupos armados insurgentes. Já a segunda é mais formal, frequentemente utilizada por chefes de Estado e diplomatas de países árabes. Os exemplos mais famosos são os do rei Abdullah da Arábia Saudita (http://liammacuaid.files.wordpress.com/2007/10/_17139_saudi-king-31-7-2006.jpg) e do líder palestino Yasser Arafat (http://www.mukto-mona.com/Recent_Debate/arafat.jpg). As cores, os padrões, os tamanhos e os tipos de amarração variam de região para região, indicando a origem daquele que a utiliza. Como nos exemplos citados, as Káfias brancas são tradicionalmente utilizadas pelos sauditas, ao passo que as Káfias em padrões xadrezes preto-e-branco se tornaram um símbolo da resistência palestina. As Káfias sauditas tendem a ser mais longas e assim por diante. Aos representantes de países árabes, portanto, estejam atentos aos usos tradicionais de seus respectivos países e busquem, na medida do possível, reproduzí-los.

A primeira utilização requer um certo grau de habilidade. Estes “tutoriais” podem ajudá-los com algumas variações:

(Perdido no deserto) http://www.youtube.com/watch?v=3GZnOJ1aIuQ

(Com humor 🙂 http://www.youtube.com/watch?v=imLUlBTK4is

A segunda utilização, mais recomendada, tradicionalmente requer uma faixa (o Egal), que pode variar desde um simples pedaço de corda até modelos mais sofisticados (http://farm4.static.flickr.com/3308/3219933602_7b204550dd.jpg?v=0) Há também maneiras menos formais de se utilizar a Káfia sem egal:

http://www.youtube.com/watch?v=Ta-krYhWcKc&feature=related

Mais recentemente, muitos países islâmicos têm aderido parcialmente ou integralmente aos trajes formais ocidentais (ternos e afins), principalmente no meio diplomático. É admissível, portanto, uma composição híbrida de terno, gravata, Káfia e Egal, por exemplo.

Enfatizamos que se trata de uma peça tradicional dos países árabes, e não de todos os países islâmicos. Em posts posteriores, trataremos de outras peças tradicionais que também encorajamos que sejam utilizadas pelos delegados. Aos homens em condições genético-etárias, não se esqueçam que a barba é uma sunnah (constume) da religião.”